Meu paciente morreu ! O que faço ?  
 
Qual médico veterinário não passou pela situação de um paciente morrer de causas obscuras ? E aquele animal que você atendia desde filhote e que morreu de repente ? E a cirurgia que foi um sucesso, mas depois, repentinamente, óbito ! Sem falar nos casos em que os exames complementares não auxiliaram para fechar o diagnóstico. Em todos estas situações e em inúmeras outras deve-se sugerir o exame necroscópico ao proprietário. E muitas vezes fica a dúvida: O que eu faço agora ? Como envio ?
Após o óbito inúmeras alterações cadavéricas podem ser observadas, mais notadamente os fenômenos consecutivos, como a autólise e a putrefação. Quando o cadáver atinge este grau de alteração cadavérica, somente lesões muito evidentes ainda poderão ser notadas à necropsia, e muitas vezes a completa elucidação do caso fica impossibilitada.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Para retardar as alterações cadavéricas podemos lançar mão de alguns artifícios. Recomenda-se o resfriamento da carcaça e envio ao patologista veterinário o mais rápido possível, isto é, deve-se armazená-la em temperatura de geladeira (por volta de 4 ºC). Para que este procedimento seja mais efetivo, pode-se, antes da refrigeração, umedecer ou mesmo molhar os pêlos, principalmente em animais com pelagem densa, com isso a troca de calor entre o corpo e o ambiente (geladeira) será mais rápida.
Ao armazenar carcaça de animais em congeladores estes produzem rápido congelamento das regiões superficiais e extremidades impedindo a difusão do frio para o interior do corpo.
Evite sempre o congelamento, pois neste processo a temperatura no interior da carcaça demora a cair favorecendo a autólise e a proliferação de microrganismos de putrefação. Ainda, os cristais formados pelo congelamento, provocam ruptura das membranas celulares comprometendo o exame histopatológico com artefatos e gerando liberação de água e proteínas dos tecidos, o que também fornece substrato às bactérias de putrefação.
O cadáver deverá sempre estar acompanhado de solicitação assinada pelo médico veterinário e conter histórico e suspeita clínica, pois estas informações são indispensáveis para a realização da necropsia. Se a suspeita for um possível envenenamento informar sempre, pois material adequado para exame toxicológico será colhido e adequadamente acondicionado.

RESUMO:
o Molhe o pêlo do animal;
o Refrigere o cadáver e envie-o o mais rápido possível;
o Preencha a solicitação com histórico e suspeita clínica;
o Se suspeitar de intoxicação, informe o laboratório.
EVITE O CONGELAMENTO !

 
   
   
   
   
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